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Crônica da Semana: “Livros e Leitura” – por Kátia Muniz

12004095_724442064355693_6930405887618179177_nO Globo Repórter, da última sexta-feira, tratou de livros e de leitura.

O programa discorreu sobre várias histórias emocionantes de gente que encontrou, nos livros, uma forma de mudar de vida ou de dar um novo sentido a vida do outro.

Mostrou que muitos voluntários, espalhados por esse Brasil afora, desdobram-se para levar um pouco de fantasia, alegria e encantamento para as crianças que estão em processo de formação nas comunidades rurais, escolas públicas, projetos sociais e hospitais.

Fazem tudo por conta própria. Entregam-se, doam-se, disponibilizam um tempo do seu dia para ajudar ao próximo.

Segundo pesquisa, mostrada pelo programa, o brasileiro lê em média quatro livros por ano. E esse número vem despencando.  Uma pena!

Para mim, o relato mais tocante foi o do menino pobre que catava comida no lixo para sobreviver e encontrou nos livros achados também no lixo sua vocação: tornou-se médico.

O garoto, Cícero, poderia ter escolhido outro caminho tão conhecido pela nossa sociedade: drogas, roubos, violência nas suas mais diversas formas. Ele optou, porém, pela leitura e, persistentemente, perseguiu o seu sonho.

Hoje é formado e atende num hospital de Brasília.

O programa mostrou inúmeros relatos de gente que faz. Fosse o Brasil um país que investisse nessas pessoas, nos talentos que afloram nas mais diversas áreas e que estão espalhados por esse território, seríamos, sem dúvida alguma, um exemplo a ser seguido.

O menino que virou médico estudando com livros encontrados no lixo nos dá um fio de esperança. Aquele fio a que a gente se agarra com todas as forças frente a tantas notícias tristes, vergonhosas e deprimentes que assolam esse país.

Na mesma linha, merecem os aplausos os voluntários dos diversificados projetos existentes que lutam e se esmeram na formação de melhores cidadãos.