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Crônica da Semana: “Três anos depois” – por Kátia Muniz

Faz três anos que, toda sexta-feira, ouço meu nome na Rádio Ilha do Mel FM.

A jornalista Luciane Chiarelli e o âncora do jornal Rede Notícias, Flávio Petruy, emprestam suas vozes aos meus textos, leem frases das minhas crônicas, fazem comentários, dão opiniões.

Deixam o convite para a audiência, que os prestigia, a ler o que eu escrevo.

Assim, nossa ligação tem se solidificado. Parceria é um jeito, uma outra forma de se dar as mãos.

Comecei a escrever num ímpeto. Talvez, em toda a minha vida, essa tenha sido a única vez em que dei asas à impulsividade. A única vez em que não medi consequências. A única vez em que pensei no momento e não no futuro. Quem convive comigo sabe o quanto mantenho os meus pés bem fincados no chão. Que a razão costuma ser minha companheira inseparável.

Meus primeiros textos foram uma brincadeira, um hobby, uma ocupação de tempo.

Quando dei por mim, tinha uma coluna no jornal. Quando dei por mim, firmei parcerias. Quando dei por mim, meus textos ganharam espaço em dois blogs. Quando dei por mim, era lida.

A foto na coluna do jornal me identifica. É o rosto que autentica as letras. É o rosto que forma frases e parágrafos. É o rosto que assina os temas semanais das crônicas.

“Eu acompanho seus textos”.

Acuso o golpe cada vez que ouço essa frase. Ela me puxa para a realidade. Diz que, mesmo no silêncio e na solidão de cada texto que componho, há olhos, há reflexões, há respostas, há mensagens de apoio, há gente pedindo conselhos, há pessoas dando sugestões de pauta, há uma infinidade de alcances.

São quase quatro anos de coluna semanal e três anos de comentários na rádio. Festejo hoje, de maneira mais séria e responsável, a brincadeira do passado.

Aos que me acompanham nessa trajetória, meus grandiosos agradecimentos.

Cronista? Sei lá.

Sou só alguém que passou pelas portas que se abriram. Que resolveu deixar entrar as oportunidades que me visitaram.

Aos que seguem comigo, um brinde!