A circulação do vírus Influenza A apresentou forte queda no Paraná, conforme boletim divulgado nesta segunda-feira, 4 de agosto, pelo Laboratório Central do Estado (Lacen).
A taxa de detecção caiu de 12,47% para 4% em duas semanas. O avanço da vacinação é apontado como principal responsável pela desaceleração da doença, que já registrou 5.789 casos e 171 mortes no Estado em 2025.
VACINAÇÃO
Com 3.541.812 doses aplicadas até o momento, o Paraná ocupa a segunda colocação nacional em cobertura vacinal entre os grupos prioritários, atingindo 53,12%, segundo o Ministério da Saúde. Ao todo, 4.358.000 doses foram distribuídas aos 399 municípios desde o início da campanha.
Para o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, a imunização tem sido determinante no controle da Influenza.
“Essa redução de casos é um reflexo claro da vacinação em larga escala. Passamos de 3,5 milhões de doses aplicadas e continuamos incentivando a imunização. A vacina tem que chegar no braço das pessoas, não pode ficar parada”, declarou.
Foto: Geraldo Bubniak/AEN
OUTROS VÍRUS
Apesar da queda nos casos de Influenza, outros vírus respiratórios seguem com circulação relevante. O vírus sincicial respiratório (RSV) corresponde atualmente a 20,78% das amostras analisadas, número próximo aos 21,98% da semana anterior. Já o Rinovírus aparece em 24,23% das amostras, abaixo dos 29,24% registrados anteriormente.
“O panorama epidemiológico está em transformação. A Influenza cede espaço, enquanto outros vírus aumentam sua presença. Isso reforça a importância de mantermos os cuidados básicos de prevenção”, alertou Beto Preto.
SITUAÇÃO GERAL
Em 2025, o Paraná já confirmou 19.832 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 1.213 mortes. Entre os grupos mais afetados estão crianças de até seis anos, com 7.675 casos, e idosos com mais de 60 anos, que somam 7.221 registros e concentram a maioria dos óbitos, com 892 mortes confirmadas.
A Secretaria da Saúde reforça a importância da vacinação e dos cuidados preventivos, como higiene das mãos, uso de máscara em locais com aglomeração e atenção especial aos grupos de risco.