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Nesta segunda (19), caminhada na Ilha dos Valadares mobiliza moradores contra o abuso sexual infantil

por Redação Ilha do Mel
18/05/2025 - 18:56
Nesta segunda (19), caminhada na Ilha dos Valadares mobiliza moradores contra o abuso sexual infantil

A ação terá concentração às 14h em frente ao Colégio Estadual Cidália Rebello Gomes, na Rua Vinte e Oito. Foto: Valdelino Pontes/SECID

Por Luiza Rampelotti

O silêncio, muitas vezes, é cúmplice da violência. Mas nesta segunda-feira (19), esse silêncio será rompido pelas ruas da Ilha dos Valadares, em Paranaguá, quando moradores, profissionais da rede de proteção e servidores públicos caminharão lado a lado em defesa das infâncias e adolescências violadas. A mobilização faz parte da campanha Maio Laranja, mês nacional de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

A ação, organizada pela Prefeitura de Paranaguá por meio da Secretaria da Ilha dos Valadares (Serval) e da Secretaria da Família, Cidadania e Desenvolvimento Social (Semfac), terá concentração às 14h em frente ao Colégio Estadual Cidália Rebello Gomes, na Rua Vinte e Oito. Esta é a segunda edição da caminhada no território insular e tem como objetivo promover a conscientização da comunidade sobre um tipo de crime que, embora subnotificado, deixa marcas profundas e duradouras.

“É preciso trazer o tema para o centro das conversas. Mostrar que o abuso sexual infantil não é exceção, e sim uma realidade que muitas vezes acontece dentro de casa, por pessoas conhecidas e até protegidas pelas próprias famílias”, destaca a Prefeitura.

Crimes marcados pela invisibilidade

Durante entrevista concedida à Ilha do Mel FM na última sexta-feira (16), o delegado Emanuel Brandão, titular do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (NUCRIA), revelou que cerca de 90% dos casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes envolvem agressores do próprio convívio familiar.

“São pais, padrastos, tios, avós, cunhados… e inclusive mulheres, como mães que, por dependência emocional ou financeira, se calam diante do sofrimento dos próprios filhos”, explicou o delegado.

Segundo Brandão, a subnotificação é alarmante. Apenas 8,5% dos crimes de abuso sexual chegam ao conhecimento das autoridades. “A maioria das vítimas só consegue falar anos depois — e muitas nunca falam. Quando falam, chegam sozinhas, desacreditadas, muitas vezes com a palavra desacreditada inclusive dentro da família”.

Um crime que deixa sinais — mesmo quando não há palavras

De acordo com o delegado, o NUCRIA tem atuado em duas frentes: investigação criminal e ações de conscientização, como as que vêm sendo realizadas neste mês de maio em escolas, empresas e espaços públicos. Mas ele também alerta: é na escuta atenta dos sinais que se inicia a proteção real.

“Quando uma criança muda repentinamente de comportamento, começa a evitar determinadas pessoas, regride em hábitos já superados, apresenta crises de ansiedade ou passa a se automutilar, esses são indícios que merecem atenção. O abuso, em geral, não deixa testemunhas. A vítima e o agressor estão sozinhos. E o nosso trabalho é justamente dar veracidade à palavra dessa criança ou adolescente”, disse Brandão.

Campanha que nasceu da injustiça

O Maio Laranja surgiu a partir de um caso que chocou o país: o assassinato de Araceli Crespo, de apenas oito anos, sequestrada, estuprada e morta no Espírito Santo, em 1973. Seus agressores, homens influentes da sociedade, nunca foram punidos. O dia 18 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em sua memória.

“Maio não foi escolhido por acaso”, afirmou o delegado. “É uma resposta à impunidade”.

Onde denunciar

Casos de suspeita ou confirmação de violência sexual contra crianças e adolescentes podem ser denunciados de forma sigilosa e gratuita pelos seguintes canais:

  • Disque 100 (serviço nacional de denúncias de violações de direitos humanos);
  • Conselho Tutelar mais próximo;
  • Delegacia de Polícia ou NUCRIA (Delegacia Cidadã de Paranaguá);
  • Polícia Militar (190) ou Guarda Municipal (153), em caso de flagrante.

Rede de proteção e acolhimento

Paranaguá conta ainda com o Centro de Atendimento Integrado à Criança e ao Adolescente Vítima de Violência (CAICAVV), onde a vítima recebe atendimento psicológico, pedagógico, social e médico. A Defensoria Pública e o núcleo de direitos humanos da UNESPAR também atuam na orientação jurídica e no acompanhamento dos casos.

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