Por Elano Squenine
A temporada de verão começou no litoral, e com ela aumenta o fluxo de veranistas nas praias. No quadro Ilha do Mel no Verão, da Rádio Ilha do Mel FM, o departamento de jornalismo traz orientações importantes para você curtir a temporada com cuidado e segurança.
No segundo episódio, exibido nesta terça-feira, 13, durante o Rede Notícias (RN), abordamos um tema comum nesta época do ano: o tererê de cabelo, um penteado que trança mechas finas de cabelo com linhas coloridas e enfeites, como miçangas e penas, muito procurado por moradores e turistas.
Riscos dermatológicos
Para falar sobre os riscos dermatológicos do tererê, conversamos com o dermatologista Dr. Charles Name De Dominicis, que explicou os cuidados e os possíveis perigos para a pele e os fios. “Em uma mecha pequena, para curtir o verão durante uma brincadeira, tudo bem. Agora, o excesso é o perigo”, alerta.
De acordo com o profissional, além da quebra dos fios e da demora na reconstrução capilar, outro problema possível causado pelo penteado é a alopecia localizada.
“O tererê pode tracionar e fazer uma alopecia, uma queda de cabelo por tração, perdendo os seus fios. Para resgatar esse fio, é só depois de seis meses, algo que pode desenvolver um eflúvio telógeno, que é uma queda antecipada do fio. E aí você fica com um eflúvio e uma queda de cabelo crônica”, afirma.

Cuidados
O Dr. Charles recomenda que, antes da aplicação do tererê, seja usado um silicone a 5% nos fios ou, um hidratante ou então condicionador, para reduzir a quebra durante a manipulação do cabelo.
“A oleosidade para fazer o tererê é boa, ou você deixa ele um pouco mais ‘sujinho’, para que você possa fazer, porque a pessoa que faz o tererê manipula e ele quebra menos, e tem menos risco de tracionar e cair o teu cabelo, contribuindo para a alopecia”, destaca o Dr.
Processo inflamatório no couro cabeludo
Conforme explica o dermatologista, o tererê pode representar um problema em pessoas que já apresentam processos inflamatórios no couro cabeludo.
“O tererê no cabelo deve ser considerado um problema em pessoas que já têm, sabidamente, processo inflamatório no couro cabeludo, ou seja, alopecias areatas, que são por processos inflamatórios, líquen, plano pilar, que é um outro tipo, uma condição de inflamação do bulbo do cabelo crônica, e é um problema complicado para tratar, porque a inflamação é muito intensa. Pacientes que têm doenças autoimunes, por exemplo, esclerodermia, lúpus eritematoso sistêmico, psoríase e de couro cabeludo, se fizerem o tererê, ele piora”, explica e finaliza.
Ilha do Mel no Verão
O Ilha do Mel no Verão é um quadro especial da Ilha do Mel FM com dicas de saúde e bem-estar para a estação mais quente e iluminada do ano, que vai ao ar toda terça-feira, durante a exibição do Rede Notícias. Em seguida, o conteúdo fica disponível nas redes sociais da emissora.







