A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 5, a operação denominada “Esculápio”, contra a venda ilegal das famosas “canetas emagrecedoras” nas redes sociais, onde muitas vezes são medicamentos importados sem o devido registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
O mandado de busca e apreensão ocorreu no município de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, expedido pelo Juízo Federal da 9ª Vara Federal de Curitiba.
De acordo com a PF, a operação policial decorre de investigação instaurada a partir de denúncia anônima que indicava a possível oferta e comercialização de medicamentos de uso controlado, sem prescrição médica e sem autorização do órgão sanitário competente.
ESTUDANTE DE MEDICINA
Durante as diligências, foi constatado que a investigada é estudante de Medicina no Paraguai e que estaria vinculada à divulgação de medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, especialmente em ambientes virtuais.
CRIME
Segundo a Polícia Federal, ao longo da investigação, foram reunidos elementos que, em tese, apontam para a prática de crime previsto no Código Penal, que caracteriza crime a importação, a guarda e a comercialização de medicamentos sem registro no órgão de vigilância sanitária competente. A conduta é considerada grave e expõe risco à saúde pública, com pena de dez a quinze anos de prisão.
“ESCULÁPIO”
A operação foi denominada Esculápio, em referência à figura mitológica associada à medicina e à cura, aludindo ao uso indevido de conhecimentos ligados à área da saúde para conferir aparente legitimidade à comercialização ilegal de medicamentos.
“CANETAS EMAGRECEDORAS”
As famosas “canetas emagrecedoras”, medicamento originalmente indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 vêm sendo amplamente utilizado, de forma indiscriminada, para fins estéticos e de emagrecimento rápido, muitas vezes sem acompanhamento médico e à margem da legislação sanitária, circunstância que potencializa os riscos à saúde dos consumidores.
RISCOS
A Polícia Federal ressalta a importância de que a população esteja atenta aos riscos associados à aquisição de medicamentos por meio informais, especialmente através das redes sociais, sem prescrição médica e sem garantia de procedência. “Produtos dessa natureza podem ser falsificados, armazenados de forma inadequada ou conter substâncias nocivas, acarretando sérios riscos à saúde”, informa a PF.
Com informações e imagens da PF









