A Polícia Civil do Paraná deflagrou, na quinta-feira, 30, a segunda fase da Operação Horímetro, que apura um esquema de corrupção, fraude em contratações públicas, peculato e lavagem de dinheiro, em Morretes.
A investigação apura fraudes em contratos públicos, pagamento de vantagens indevidas por empresas a agentes públicos, além da utilização de familiares e terceiros para ocultar e movimentar recursos de origem ilícita.
100 MILHÕES
Conforme as investigações, a análise das movimentações bancárias apontou que o núcleo principal dos investigados movimentou aproximadamente R$ 43,9 milhões entre créditos e débitos.
Considerando outras pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo, o volume financeiro analisado ultrapassa R$ 100 milhões.
A primeira fase da operação foi realizada em abril deste ano, quando foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão.
A análise do material apreendido permitiu identificar novos vínculos entre os investigados e subsidiou as medidas judiciais executadas nesta segunda etapa.
As medidas foram cumpridas contra o ex-secretário municipal de Infraestrutura, Guilherme Wichthoffet Machado, o vice-prefeito Vitor Angelo Bertolin, e um superintendente municipal de Obras e Projetos.
PRISÃO
O ex-secretário Guilherme Wichthoffet foi localizado em um condomínio no Rio de Janeiro e preso com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ).
SUSPENSÃO
As decisões judiciais também determinaram o afastamento do superintendente de qualquer função pública na Prefeitura de Morretes e a suspensão do exercício do cargo de vice-prefeito do Vitor Angelo Bertolin.
Ambos estão proibidos de frequentar repartições municipais ligadas à Secretaria de Infraestrutura e de manter contato com testemunhas, servidores e demais investigados.
O inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.
As investigações prosseguem para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
Com informações da assessoria de comunicação da PCPR







