Policiais civis prenderam na quarta-feira, 26, no interior da Delegacia Cidadã, em Paranaguá, um advogado acusado de descumprir uma medida protetiva de urgência. A prisão ocorreu depois que a vítima procurou a delegacia para relatar novos contatos e uma tentativa de abordagem por parte do homem.
Conforme informações registradas no Boletim de Ocorrência, a mulher possui uma medida protetiva contra o advogado, determinada judicialmente.
LIGAÇÃO
Segundo o relato, na tarde de terça-feira, 25, o advogado teria comparecido a um cartório e utilizado o telefone de uma funcionária para entrar em contato com a vítima por meio do WhatsApp. Ainda de acordo com a denúncia, ele teria insistido para que ela marcasse um encontro e entrasse em contato por outro número de telefone, alegando que precisava conversar e esclarecer algumas situações.
No dia seguinte, a mulher relatou que, ao deixar a unidade policial, percebeu o advogado tentava chamar sua atenção fazendo sinais para que ela parasse o veículo. Ela não teria parado e retornou à unidade policial para comunicar o suposto descumprimento da ordem judicial.
Ainda conforme o boletim, no interior da delegacia, a vítima teria visto o advogado entrando em uma das salas. Neste momento ela acionou os agentes que estavam de plantão.
Questionado, o advogado teria confirmado que tentou estabelecer contato por meio de gestos, mas afirmou que, em seu entendimento, a atitude não configuraria descumprimento da medida protetiva.
PRESO
Diante dos fatos, o homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado para os procedimentos legais cabíveis.
O caso deverá ser analisado pelas autoridades competentes, que irão apurar as circunstâncias e a eventual responsabilidade pelo descumprimento da medida protetiva.
NOTA DA DEFESA
Na tarde desta quinta-feira, 27, a defesa do advogado parnanguara preso pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) após descumprimento de medida protetiva na manhã de hoje, anunciou que a Justiça concedeu a liberdade provisória ao seu cliente. Segundo a defesa, o advogado permanecerá solto, à disposição da Justiça para qualquer esclarecimento.







