Por Elano Squenine
A doação de órgãos pode salvar vidas, mas ainda gera dúvidas sobre como funciona o processo e quais são os procedimentos necessários para se tornar um doador. O tema foi abordado nesta terça-feira, 22, no quadro especial “Pílula de Saúde”, da Rádio Ilha do Mel FM, que destacou o Setembro Verde, campanha de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos.
Durante a entrevista, a chefe estadual de Transplantes, Juliana Ribeiro, explicou como funciona a doação e esclareceu dúvidas sobre a manifestação da vontade de ser doador e a autorização familiar. Segundo Juliana, um único doador pode beneficiar várias pessoas, já que podem ser doados órgãos como pulmões, coração, pâncreas, fígado, rins e córneas, além de tecidos.
Autorização da família
No Brasil, a doação de órgãos depende da autorização da família. Por isso, segundo a chefe estadual de Transplantes, é importante comunicar aos familiares, ainda em vida, o desejo de ser doador. “Para ser um doador é muito simples, basta avisar a sua família o desejo de ser um doador, comunicar essa vontade para a família, que no momento oportuno, a família vai ser consultada quanto a realizar a doação”, explicou.

Juliana também destacou que não é necessário deixar a decisão registrada em cartório ou por escrito. A comunicação à família é considerada fundamental para que os parentes conheçam a vontade da pessoa no momento em que a autorização for necessária.
Cadastro
A especialista explicou ainda que existem meios para registrar a manifestação de vontade, como a Autorização Eletrônica de Doador de Órgãos. No entanto, o cadastro tem caráter informativo e não substitui a autorização familiar. “Esse cadastro só é informativo, é um meio da família também conhecer a vontade do doador”, afirmou Juliana.
Dessa forma, mesmo que a pessoa tenha realizado o cadastro, a doação somente pode ser autorizada com a concordância da família.
Cerca de 6 mil pessoas aguardam na fila de espera no Paraná
Segundo Juliana, atualmente, cerca de 6 mil pessoas aguardam no Paraná por um transplante de órgão ou tecido. No Brasil, o número é ainda maior. Para ela, ampliar a conscientização sobre o tema é fundamental para que mais pessoas manifestem às famílias o desejo de serem doadoras.
A chefe estadual de Transplantes reforçou que a doação pode representar uma nova oportunidade para pessoas que aguardam por um órgão ou tecido e dependem da decisão de uma família para terem a qualidade de vida renovada.
Confira a entrevista completa no YouTube: https://www.youtube.com/@IlhadoMelFM.







