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Águas de Março: Defesa Civil aprimorou sistemas e monitoramento no Paraná

por Redação Ilha do Mel
11/03/2026 - 09:47
Foto: Arquivo/Defesa Civil Estadual

Foto: Arquivo/Defesa Civil Estadual

A despedida do verão de 2011 deixou marcas profundas na paisagem e na memória dos moradores do Litoral do Paraná. A chuva forte, com acumulados históricos que chegaram a 398 mm entre os dias 10 e 11 de março, provocou enxurradas, enchentes e mais de 2.500 deslizamentos no Litoral, especialmente nos municípios de Antonina, Morretes, Paranaguá e Guaratuba. Famílias inteiras ficaram isoladas, 816 moradores precisaram ser resgatados por terra ou com ajuda de aeronaves. Ao todo 10.761 pessoas foram desalojadas e 2.500 desabrigadas.

O episódio conhecido como Águas de Março foi o ponto de partida para a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil Estadual (Cedec) implementar novas iniciativas e aprimorar a atuação em prevenção e mitigação de tragédias. Os deslizamentos danificaram 3.790 imóveis nos quatro municípios e destruíram outras 223 casas. O Governo do Paraná construiu novas casas e realocou 88 famílias em Antonina, 85 em Morretes e 50 em Paranaguá. Além disso, nestes 15 anos a Defesa Civil Estadual realizou exercícios simulados de evacuação em comunidades da região e em outras cidades, processo que se tornou mais recorrente desde então.

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Logo após o desastre, ainda em meio ao socorro, o Estado começou a implementar mudanças que estão em uso até hoje e nos anos subsequentes da tragédia conquistaram reconhecimento nacional e internacional, como o Sistema Informatizado de Defesa Civil (SISDC) e o Plano de Contingência Online, onde os 399 municípios cadastram e atualizam anualmente os planos com o mapeamento de áreas de atenção, informam ações e indicam locais para abrigo em caso de desastre. Isso permite, por exemplo, que as cidades e moradores do Litoral entendam as áreas de risco e rotas de saída.

Em 2015 esse sistema foi premiado pela Organização das Nações Unidas (ONU), através do Escritório de Estratégia Internacional para Redução de Desastres (UNISDR). Criado como um banco de dados dos desastres naturais, a ferramenta passou a ser aperfeiçoada a partir da tragédia do Litoral e hoje é o grande elo de ligação entre Estado e municípios. Ainda assim ela guarda as informações sobre desastres ocorridos no Paraná desde a década 1980, incluindo o número de pessoas atingidas, feridos, óbitos e estabelecimentos afetados.

Marco na prevenção de desastres: 15 anos da maior tragédia do Litoral do Paraná (Foto: Arquivo/Defesa Civil)
Marco na prevenção de desastres: 15 anos da maior tragédia do Litoral do Paraná (Foto: Arquivo/Defesa Civil Estadual)

Toda a gestão de ocorrências, ajuda humanitária, planos de contingência e outras ações realizadas é feito por meio do SISDC, garantindo que a informação esteja sistematizada e de fácil acesso. O SISDC é uma das principais ferramentas do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CEGERD). Inaugurado em 2017, seis anos após a tragédia, a unidade permite o acompanhamento em tempo real 24 horas por dia das condições meteorológicas do Estado.

Outra mudança implementada depois das Águas de Março foi que Paraná se tornou o primeiro do País a mandar mensagens com alertas para telefones cadastrados. Hoje esse serviço está disponível em SMS, WhatsApp, Telegram e TV a partir de cadastros simples. O Estado também foi um dos primeiros a testar a tecnologia Cell Broadcast, agora já usada mais de 130 vezes.

“Da dor que vivemos em 2011 procuramos evoluir e modernizar os sistemas de monitoramento e alerta, o que ajudou a criar protocolos mais ágeis. Trabalhamos de forma preventiva e atualmente temos condições de avisar a população por mensagens no celular de tal forma a evitar que eventos como aquele causem danos dessa gravidade”, explica o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig.

“Hoje também dispomos do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) que custeia obras de prevenção e reconstrução. Já destinamos R$ 88 milhões para 145 municípios desde a criação em 2023”, complementa.

“Relembrar é importante para refletirmos sobre o que aconteceu e sobre o que foi feito a partir de então. O Paraná tem proatividade para construção de estruturas mais resiliente aos desastres naturais, Estamos comprando radares novos, ampliando o monitoramento e treinamento das prefeituras. Atualmente estamos muito mais preparados e organizados para ajudar a população”, diz.

Marco na prevenção de desastres: 15 anos da maior tragédia do Litoral do Paraná (Foto: Arquivo/Defesa Civil)
Marco na prevenção de desastres: 15 anos da maior tragédia do Litoral do Paraná (Foto: Arquivo/Defesa Civil Estadual)

Ele também recorda que o trabalho da Defesa Civil se articula em rede, integrando diversos atores dentro de suas respectivas áreas para alcançar o objetivo de proteção da população. Após o evento de 2011, esta aproximação foi fortalecida, permitindo melhorias no sistema. Houve, por exemplo, a aproximação técnica entre diversos institutos com a Defesa Civil, a exemplo do Simepar e de órgãos na época denominados Águas Paraná e Mineropar, para compor estudos e troca de dados visando fortalecer a gestão de riscos no Estado. Hoje há um meteorologista inclusive dentro da Defesa Civil.

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ÁGUA DE MARÇO

O episódio marcou a história do Litoral. Na fase mais emergencial da ocorrência, o foco foi resgatar os moradores prejudicados pelas chuvas, muitas vezes salvos por meio de helicópteros em comunidades isoladas, e encaminhá-los para abrigos. Na sequência, a ação envolveu uma campanha de arrecadação de alimentos e roupas para os abrigos, a retirada da lenha e sedimentos que haviam sido arrastados e a reparação das estradas, além da construção de moradias e reconstrução de pontes.

Marco na prevenção de desastres: 15 anos da maior tragédia do Litoral do Paraná (Foto: Arquivo/Defesa Civil Estadual)
Marco na prevenção de desastres: 15 anos da maior tragédia do Litoral do Paraná (Foto: Arquivo/Defesa Civil Estadual)

Em Morretes, um morro inteiro deslizou. A BR-277 teve pontes levadas pela enxurrada, enquanto a BR-376 enfrentou quedas de barreiras que tornaram inviável o acesso por terra ao Litoral. Comunidades inteiras ficaram isoladas, aguardando, em alguns casos por dias, resgate em meio aos destroços. A partir da tragédia também foi realizado um mapeamento de 2 mil quilômetros quadrados na região, uma coleta de dados que norteia até hoje as atividades das equipes de Defesa Civil do Litoral.

Fonte: AEN

Tags: #DefesaCivil#IlhadoMelFM#jornal#Paraná#Radio
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