Por Luiza Rampelotti
O mês de fevereiro foi marcado por temperaturas elevadas em todo o Paraná, e no Litoral, Antonina e Paranaguá tiveram os registros mais quentes dos últimos anos. Segundo dados do Simepar, Antonina teve uma temperatura média de 27°C, a mais alta para o mês desde 2015, enquanto Paranaguá registrou 27,2°C, o maior valor para fevereiro desde 2013.
As altas temperaturas foram impulsionadas pela predominância de massas de ar quente e pela escassez de frentes frias, fenômenos que costumam amenizar o calor durante o verão. Além disso, a irregularidade das chuvas contribuiu para a sensação térmica elevada, já que períodos prolongados de calor foram intercalados com tempestades intensas e isoladas.
Calor intenso e impactos no Litoral
O aumento das temperaturas não passou despercebido pelos moradores e turistas do Litoral do Paraná. Em Paranaguá, a sensação térmica ultrapassou os 50°C no dia 17, tornando o verão ainda mais desafiador para aqueles que precisavam trabalhar ao ar livre. Já em Antonina, a sensação chegou a 55ºC no mesmo dia. Frequentemente, a sensação térmica passou dos 40° na maior parte das cidades da região.
Além do calor, temporais provocaram alagamentos em Paranaguá e outras cidades do Litoral, impactando o tráfego urbano e dificultando a rotina de moradores. Segundo relatos, bairros inteiros ficaram com ruas intransitáveis, casas alagadas e, em Guaratuba, um casal perdeu a vida após chuvas intensas, um reflexo do verão instável na região.
Recordes e padrão climático em fevereiro
O meteorologista Samuel Braun, do Simepar, explicou que as temperaturas médias ficaram entre 1 e 2°C acima do esperado em praticamente todo o Paraná, sendo que, em algumas cidades, como Cândido de Abreu e Ponta Grossa, os aumentos foram ainda maiores, chegando a 3°C. Esse fenômeno ocorreu devido à ausência de frentes frias mais frequentes e à atuação prolongada de massas de ar quente.
“O destaque do mês de fevereiro foi a elevação das temperaturas em praticamente todo o Paraná, com médias acima da história recente. Houve uma predominância de massas de ar aquecidas e ausência de sistemas frontais que pudessem equilibrar as temperaturas. Isso resultou em máximas muito elevadas e períodos prolongados de calor intenso”, explicou Braun.
O que esperar para os próximos meses?
Com o verão se aproximando do fim, a tendência é que as temperaturas comecem a diminuir gradualmente, mas ainda haverá episódios de calor intenso no Paraná. Março deve manter um padrão semelhante, com temperaturas acima da média e chuvas irregulares, o que pode impactar a agricultura e o abastecimento de água em algumas regiões.
Vale destacar que, neste início de março, o Paraná está passando por uma nova onda de calor, que só deve se afastar a partir do dia 5.
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