Na manhã desta terça-feira, 2, em uma ação conjunta de combate à criminalidade organizada, a Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio de agentes da 1.ª Subdivisão Policial (SDP) de Paranaguá, juntamente com a Polícia Militar e a Força Nacional, deflagrou a Operação Soberania.
O objetivo principal das forças de segurança foi desarticular células de uma organização criminosa que vinha agindo como um verdadeiro “tribunal do crime” na região, sendo responsável por julgar e sentenciar à morte integrantes de grupos rivais na disputa pela hegemonia do tráfico de drogas na cidade.
Balanço da operação e confronto
Durante as diligências, as equipes policiais buscaram o cumprimento de 10 ordens judiciais, sendo 4 mandados de prisão preventiva e 6 de busca e apreensão. As ações se concentraram estrategicamente na Ilha dos Valadares e no bairro Porto dos Padres.
Foram cumpidos, até o momento, três mandados de prisão preventiva, uma prisão em flagrante efetuada pelo crime de tráfico de drogas e um suspeito morto. Ele reagiu e efetuou disparos contra os policiais militares, que revidaram à agressão.
Foragido
De acordo com a PCPR, um dos suspeitos alvos da operação ainda se encontra foragido. Os órgãos policiais ressaltam que as diligências e buscas continuam de forma ininterruptas para a sua localização e captura.
Histórico dos casos investigados
Segundo a PCPR, as representações criminais que fundamentaram as ordens judiciais da Operação Soberania revelam o rastro de violência imposto pelas facções em Paranaguá. Um adolescente de 17 anos desapareceu em 17/03/2026 após ser atraído da Praça do Araçá e colocado à força em um veículo. Seu corpo foi localizado no dia 21/03/2026 na Ilha dos Valadares. A vítima foi sentenciada à morte pelo “tribunal do crime” após ser visto fazendo, por brincadeira em jogos online, sinais que faziam alusão a uma facção rival.
Ainda conforme a PCPR, um casal foi sequestrado no dia 24/04/2026 em um Bar na Ilha dos Valadares, colocado à força dentro de um táxi e transportado até a entrada de uma viela na mesma região. Posteriormente, foram levados de barco até uma região de manguezal, onde foram executados. Os corpos foram encontrados em 26/04/2026 com mãos e pés amarrados e múltiplos tiros na cabeça. A motivação do crime decorreu do fato de as vítimas terem sido rotuladas pelo grupo criminoso como “caguetas” (delatores).
“Tribunal do Crime” e as Investigações
A Polícia Civil informou que as robustas investigações apontam que os criminosos instituíram um macabro sistema paralelo de julgamento, motivado pela violenta guerra territorial entre grupos criminosos. “Aqueles que eram suspeitos de cooperar com grupos rivais ou atuar como informantes eram sumariamente capturados, torturados e executados com requintes de crueldade. As polícias civil, militar e Força Nacional reiteram o compromisso com a ordem pública e a segurança da população, afirmando que o trabalho integrado sufocará qualquer tentativa de organizações criminosas de desafiarem a soberania do Estado”, informou a PCPR.
Com informações e imagens da PCPR









