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Tuberculose no Litoral do Paraná: avanço da doença exige atenção urgente das autoridades de saúde

por Redação Ilha do Mel
14/03/2025 - 12:35
Tuberculose no Litoral do Paraná: avanço da doença exige atenção urgente das autoridades de saúde

Os dados mostram que homens adultos representam a maioria dos casos de tuberculose no litoral paranaense. Foto: Alexis Huguet/Hans Lucas

Por Luiza Rampelotti

A 1ª Regional de Saúde de Paranaguá segue como uma das regiões com maior incidência de tuberculose no Paraná. Com 70,7 casos por 100 mil habitantes em 2024, a taxa regional é mais de cinco vezes superior à média estadual, que atualmente está em 20,4 casos por 100 mil habitantes. A análise dos últimos cinco anos revela que os números da doença permanecem altos, com um pico em 2022, quando a taxa chegou a 76,6.

Os dados reforçam a necessidade de medidas emergenciais para diagnóstico precoce, acompanhamento dos pacientes e fortalecimento das estratégias de prevenção. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SESA), a alta incidência no Litoral está relacionada a fatores socioeconômicos e demográficos, como grande circulação de pessoas na região portuária de Paranaguá, condições precárias de moradia e dificuldade no acesso aos serviços de saúde.

Evolução da taxa de incidência da tuberculose na 1ª Regional de Saúde (casos por 100 mil habitantes):

  • 2019 – 61,0
  • 2020 – 43,1
  • 2021 – 55,1
  • 2022 – 76,6
  • 2023 – 58,7
  • 2024 – 62,4

A queda observada entre 2020 e 2021 pode ser explicada pela pandemia de Covid-19, que desviou esforços da saúde pública para o enfrentamento do coronavírus. “A redução no número de diagnósticos nesse período não significa necessariamente uma diminuição da doença, mas sim uma subnotificação devido à sobrecarga do sistema de saúde com a pandemia“, explica a SESA em entrevista à Ilha do Mel FM. Já o crescimento em 2022 e 2024 reflete a retomada das ações de vigilância epidemiológica e a ampliação da testagem.

Quem são os mais afetados pela tuberculose no Litoral?

Os dados mostram que homens adultos representam a maioria dos casos de tuberculose no litoral paranaense. O levantamento da SESA aponta que, em 2024, 65% dos pacientes eram do sexo masculino.

  • 2019 – Masculino: 120 / Feminino: 64 / Total: 184
  • 2020 – Masculino: 95 / Feminino: 35 / Total: 130
  • 2021 – Masculino: 117 / Feminino: 49 / Total: 166
  • 2022 – Masculino: 158 / Feminino: 73 / Total: 231
  • 2023 – Masculino: 136 / Feminino: 41 / Total: 177
  • 2024 – Masculino: 122 / Feminino: 66 / Total: 188

A faixa etária mais atingida é a de 20 a 59 anos, que concentrou 143 dos 188 casos registrados em 2024 (76%). O grupo de 50 a 59 anos teve o maior número de diagnósticos, seguido pela faixa de 40 a 49 anos. “Essa predominância se dá possivelmente devido a fatores socioeconômicos e à maior exposição a ambientes de risco. Além disso, observa-se uma taxa significativa de casos entre idosos, o que pode estar relacionado a comorbidades e ao enfraquecimento do sistema imunológico, tornando esse grupo mais vulnerável à doença”, aponta a SESA.

Distribuição dos casos por faixa etária em 2024:

  • Menor de 1 ano – 4 casos
  • 1 a 4 anos – 2 casos
  • 5 a 9 anos – 2 casos
  • 10 a 14 anos – 2 casos
  • 15 a 19 anos – 7 casos
  • 20 a 29 anos – 29 casos
  • 30 a 39 anos – 33 casos
  • 40 a 49 anos – 36 casos
  • 50 a 59 anos – 46 casos
  • 60 a 69 anos – 23 casos
  • 70 a 79 anos – 4 casos
  • 80 anos ou mais – 0 casos

Embora a maior parte dos registros esteja concentrada entre adultos, a presença da tuberculose entre crianças e adolescentes também preocupa. A SESA destaca a importância da vacinação com BCG para reduzir os riscos de formas graves da doença, especialmente na infância.

Cidades com maior incidência de tuberculose no Litoral

O município de Paranaguá lidera em número absoluto de casos, mas cidades menores apresentam índices proporcionais ainda mais elevados.

Leia mais: Paranaguá registra mais de 630 casos de tuberculose nos últimos anos e lidera incidência da doença no Paraná

Coeficiente de incidência por município (casos por 100 mil habitantes em 2024):

  • Paranaguá – 72,7
  • Matinhos – 68,8
  • Pontal do Paraná – 59,2
  • Guaratuba – 45,2
  • Antonina – 38,7
  • Guaraqueçaba – 26,9
  • Morretes – 49,2

A alta taxa de incidência nos municípios litorâneos reflete desafios como moradias precárias, dificuldades no acesso à saúde e vulnerabilidade social. “A tuberculose está diretamente associada às condições socioeconômicas, como presença de Zona Portuária; presença de bolsões de alta concentração demográfica; alta incidência de PVHIV; vulnerabilidade social (situação de rua, uso de drogas, prostituição); aglomerações em habitações precárias, diagnóstico tardio e baixa adesão ao tratamento“, afirma a Secretaria Estadual de Saúde.

Estrutura de diagnóstico e desafios no controle da tuberculose em Paranaguá

A rede pública de saúde de Paranaguá está estruturada para atender à demanda de casos de tuberculose, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SESA). O laboratório municipal dispõe de um Teste Rápido Molecular (TRM-TB), permitindo a testagem de todos os casos suspeitos e a realização de culturas, com insumos repostos mensalmente. Essa estrutura atende toda a 1ª Regional de Saúde e conta com o LACEN-PR como referência para testes complementares em casos positivos.

Apesar da estrutura disponível, a 1ª Regional de Saúde destaca desafios que exigem atenção contínua:

  • Garantia do tratamento completo – O longo período de uso das medicações pode levar pacientes a interromperem o tratamento, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade.
  • Atenção a grupos vulneráveis – Pessoas em situação de rua ou com mobilidade limitada enfrentam dificuldades para seguir o acompanhamento médico.
  • Detecção precoce e rastreamento de contatos – Identificar casos iniciais e monitorar pessoas que tiveram contato com infectados é essencial para evitar a disseminação da doença.
  • Reforço do Tratamento Diretamente Observado (TDO) – Acompanhamento rigoroso do uso dos medicamentos é fundamental para evitar resistência bacteriana e reincidência da tuberculose.

O que está sendo feito para reduzir os casos?

Diante desse cenário, a 1ª Regional de Saúde tem intensificado suas estratégias para o controle da tuberculose no Litoral, incluindo:

  • Expansão do Teste Rápido Molecular (TRM-TB), permitindo um diagnóstico mais ágil e preciso
  • Ampliação do Tratamento Diretamente Observado (TDO), garantindo maior adesão dos pacientes à medicação
  • Monitoramento de casos e rastreamento de contatos, para interromper a cadeia de transmissão
  • Maior oferta da vacina BCG para recém-nascidos, protegendo contra as formas mais graves da doença

Além disso, o mês de março é marcado por campanhas de conscientização em toda a região. Ações educativas, palestras e distribuição de materiais informativos reforçam a importância do diagnóstico precoce e do tratamento correto.

O tratamento é gratuito, mas há grande abandono

O tratamento para tuberculose é gratuito pelo SUS e tem eficácia de 85% quando seguido corretamente. Ele é dividido em duas fases:

  1. Fase intensiva (ataque) – Reduz rapidamente a carga bacilar com quatro antibióticos combinados (RHZE).
  2. Fase de manutenção – Elimina bacilos remanescentes para evitar recidiva, utilizando dois medicamentos (RH).

Apesar da eficácia, o abandono do tratamento é um problema recorrente. “A medicação precisa ser tomada por pelo menos seis meses. No entanto, muitos pacientes interrompem antes do tempo, seja pelos efeitos colaterais, seja por dificuldades no acompanhamento“, alerta a SESA. O abandono do tratamento pode gerar resistência bacteriana, tornando a doença mais difícil de tratar.

Para reduzir esse problema, o Tratamento Diretamente Observado (TDO) está sendo ampliado, garantindo que profissionais da saúde acompanhem de perto a adesão do paciente. A expectativa é que, com a ampliação das estratégias de prevenção e tratamento, a incidência da tuberculose no Litoral possa ser reduzida nos próximos anos.

“O combate à tuberculose precisa de um esforço coletivo, que envolva o sistema de saúde, assistência social e políticas públicas para reduzir as desigualdades que favorecem a doença“, conclui a Secretaria Estadual de Saúde.

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