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“Pegadinha de Marcelo Roque”: Adriano Ramos culpa ex-prefeito por corte repentino de gratificação médica e crise na UPA

por Redação Ilha do Mel
31/01/2025 - 19:23
“Pegadinha de Marcelo Roque”: Adriano Ramos culpa ex-prefeito por corte repentino de gratificação médica e crise na UPA

Os médicos que atuam na UPA de Paranaguá perceberam a redução da gratificação de 50% sobre seus salários. Foto: Prefeitura de Paranaguá

Por Luiza Rampelotti

Nos primeiros 30 dias de gestão do prefeito Adriano Ramos (Republicanos), um dos principais desafios enfrentados foi a crise no atendimento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Paranaguá. A demora para o atendimento, que já preocupava a população, se agravou ainda mais na última semana, após o fim de uma gratificação concedida aos médicos da unidade. O benefício, instituído pelo governo anterior, expirou no final de dezembro sem aviso prévio, causando insatisfação entre os profissionais da saúde e impactando diretamente o atendimento aos pacientes.

Em entrevista exclusiva à Ilha do Mel FM, Adriano Ramos responsabilizou o ex-prefeito Marcelo Roque pela situação e afirmou que a ausência de uma transição de governo impediu que sua administração tivesse conhecimento antecipado sobre o fim do benefício. “Foi uma pegadinha deixada pelo ex-prefeito Marcelo Roque. Quem está à frente da prefeitura tem que amar essa cidade. Quem não ama a cidade não pode estar e não pode voltar para a prefeitura. Quem não ama essa cidade, não ama seu povo, não pode voltar. E eu tô falando do ex-prefeito Marcelo Roque. Ele nunca mais pode voltar a ser prefeito dessa cidade pelo que ele deixou“, declarou.

Segundo o chefe do Executivo, durante sua gestão, que durou oito anos, Marcelo Roque enviou um projeto de lei à Câmara Municipal concedendo a gratificação aos médicos para tornar os salários mais atrativos, uma vez que Paranaguá enfrenta concorrência com municípios como Pontal do Paraná, Guaratuba e Matinhos, além de cidades da região metropolitana que oferecem remunerações mais altas. No entanto, esse benefício tinha prazo de validade e foi encerrado no fim de dezembro de 2024, sem que a nova gestão fosse informada.

“Se tivéssemos tido transição, talvez tivéssemos tido essa informação de que esse projeto acabaria no final de dezembro, que os médicos teriam cortado 50% da produtividade. Aí o que acontece quando você tira salário de alguém que tem seus compromissos? Nós tivemos que chamá-los na segunda-feira (27) para uma reunião”, explicou o prefeito.

Impacto no atendimento

O problema ficou evidente na última sexta-feira (24), quando os médicos perceberam a redução da gratificação de 50% sobre seus salários. A insatisfação aumentou na segunda-feira (27), quando alguns profissionais que deveriam estar em plantão na UPA compareceram à reunião convocada pela administração para tratar do assunto, resultando em um déficit no atendimento da unidade.

“O problema na UPA na segunda-feira teve, em parte, responsabilidade minha, e faço meu mea culpa. Não sabia que alguns dos médicos convocados para a reunião estavam de plantão. Com isso, houve ausência de profissionais na unidade, o que impactou diretamente no atendimento e resultou na demora para os pacientes”, admitiu Adriano Ramos.

O prefeito destacou que, apesar da crise gerada, sua gestão está empenhada em solucionar os problemas da saúde pública do município. “Não tem um dia de trabalho que a gente não fale sobre saúde, não trate saúde. É um trabalho incansável da secretária Patrícia Scacalossi com a sua equipe técnica. Nós conseguimos diminuir o tempo de espera, é só vocês verem os números. O que aconteceu na segunda-feira foi algo totalmente fora da curva”, disse Adriano Ramos.

Reformulação na gratificação

Como solução, a Prefeitura criou uma comissão composta por médicos, advogados da categoria e representantes da Secretaria de Saúde para elaborar um novo modelo de gratificação. A proposta em estudo prevê que o benefício seja mantido, mas vinculado à produtividade real dos profissionais. “Salário é sagrado, você não tira de ninguém. Mas tem que ser por mérito, para quem realmente trabalha“, afirmou o prefeito.

Adriano Ramos criticou a forma como a gratificação era paga na gestão anterior, alegando que todos os médicos recebiam o benefício, independentemente da quantidade de atendimentos realizados. “Na gestão passada, quem estava de férias recebia produtividade, quem estava de licença recebia produtividade, quem tinha faltado ao serviço recebia produtividade. Isso é gestão? Isso é respeito com o dinheiro público? A gratificação tem que ser por mérito, realmente para quem trabalha. Porque até um desestímulo para quem está trabalhando é ver quem não trabalha receber o mesmo valor”, criticou.

Para o prefeito, a gestão passada não teve responsabilidade fiscal ao administrar os recursos públicos. “O dinheiro não era dele. Se fosse uma empresa dele, ele ia ter cuidado, mas como é público, é do Município, aí faz o que quer, né? Então nós temos que ter cuidado e proteger o que é público”, concluiu.

 O que diz o ex-prefeito Marcelo Roque

Diante das declarações de Adriano Ramos, o ex-prefeito Marcelo Roque rebateu as acusações e afirmou que a gratificação médica foi criada por lei e comunicada à equipe de transição do atual governo. Segundo ele, a legislação deixava claro que o benefício estava atrelado ao teto do subsídio do prefeito.

O ex-prefeito destacou que tentou contato com o atual gestor para passar informações sobre a administração, mas que Adriano Ramos se recusou a ouvi-lo. “Por mais de uma vez, tentei contato com o atual prefeito para passar pessoalmente a ele informações importantes, mas ele se recusou em atender meus convites“, afirmou.

Marcelo Roque também negou que os médicos fossem mal remunerados durante sua gestão e criticou a atual administração por não incluir a categoria na reforma administrativa enviada à Câmara. “Paranaguá foi considerada pelos próprios médicos como a cidade que melhor pagava esses profissionais. Na quinta-feira (30), na reforma administrativa enviada para a Câmara, foram criadas várias gratificações, mas nenhuma para os médicos, comprovando a desvalorização dessa classe pelo atual gestor“, disse.

Por fim, ele afirmou que a crise na UPA reflete falta de planejamento do novo governo. “Saúde pública exige responsabilidade, planejamento e compromisso. O que se espera de um gestor é que busque soluções concretas, e não que transfira sua responsabilidade a terceiros“, concluiu.

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