O uso de tecnologia de inteligência artificial com o Olho Vivo foi decisivo para ajudar a encontrar um carro roubado que pode ter sido usado em um homicídio ocorrido no dia 14 de fevereiro, no bairro Bockman, em Paranaguá.
A Polícia Militar e a Polícia Civil também prenderam dois suspeitos que estavam com o veículo.
RELEMBRE O CASO
O motorista de aplicativo, Carlos Henrique dos Santos Rocha, de 43 anos, foi alvejado por tiros na cabeça e nas costas, e não resistiu aos graves ferimentos.
O crime aconteceu em um trecho da Rua Miguel Nicolau Anastácio, nas proximidades do cruzamento com a Rua Presidente Getúlio Vargas, quando Carlos Henrique saiu do interior da residência, onde estava com familiares, para guardar o carro na garagem.
Carlos Henrique foi abordado por ocupantes de um veículo sedan, cor prata, com luminoso indicando ser de aplicativo, que atiraram várias vezes na sua direção.
OLHO VIVO
As câmeras instaladas na cidade pelo Olho Vivo auxiliaram policiais militares a encontrarem um carro que pode ter sido usado no crime. O veículo estava em uma casa, na Ilha dos Valadares.
Em contato com um morador do imóvel, ele disse que guardou o veículo a pedido de um rapaz. O suspeito, de 24 anos, foi localizado em outra residência, na região.
Os dois indivíduos foram detidos. Há suspeita da participação de um terceiro homem na dinâmica dos eventos.
AGÊNCIA LOCAL DE INTELIGÊNCIA
Os policiais militares que atenderam a ocorrência chegaram ao carro após acionarem a Agência Local de Inteligência. A ferramenta integra dados de câmeras inteligentes espalhadas pela cidade cruza informações em tempo real e analisa rotas de deslocamento, permitindo rastrear o trajeto de suspeitos com precisão.
A partir das imagens captadas por câmeras residenciais na área do crime, cruzadas com o sistema Olho Vivo, o sistema identificou o veículo suspeito: um FIAT Línea prata, com a lanterna de freio traseira esquerda queimada.
O veículo circulou por uma avenida do bairro às 22h08 daquela noite, apenas um minuto após os disparos, confirmando a compatibilidade de horário, rota e localização com o homicídio. O automóvel ainda tinha alerta de roubo ativo.
POLÍCIA CIENTÍFICA
O carro foi encaminhado pela Polícia Civil para a perícia da Polícia Científica para averiguar adulteração nos sinais identificadores. Também foram coletadas impressões digitais. A investigação segue em andamento para apurar a autoria do homicídio.
A Polícia Científica ainda realizou a perícia no local do homicídio, onde peritos criminais procederam o levantamento técnico-científico dos vestígios encontrados na via pública.
A análise minuciosa da cena buscou estabelecer a posição dos atiradores, a trajetória dos disparos e as circunstâncias da execução, contribuindo para a produção de provas técnicas que subsidiam a investigação policial.
Com informações e imagem da Agência Estadual de Notícias







