Por Elano Squenine
O Grupo R12 Comunicações passa a administrar a Rádio Ilha do Mel FM, localizada no Palácio do Café, no centro de Paranaguá, ampliando sua atuação no setor de radiodifusão no litoral do Paraná. A mudança marca uma nova etapa para a emissora, que está no ar desde 1985 e tem previsão de receber investimentos em tecnologia, infraestrutura, profissionais e produção de conteúdo.
O grupo é presidido por Romildo Lima, de 58 anos, e reúne emissoras no Paraná e em Santa Catarina. Entre os sócios estão Ângela Lima, economista e diretora financeira, e Raphael Romildo, engenheiro eletricista, doutorando e diretor de expansão. Na manhã desta quinta-feira, 29, eles visitaram a sede da 90.3 FM e participaram de um momento de integração com a equipe da emissora.
Natural de Paranaguá, Romildo é formado em Administração, tem pós-graduação em Marketing e experiência no setor de radiodifusão. Ele também atuou como vice-presidente regional da Associação das Emissoras de Rádio e TV de Santa Catarina. Com a mudança na gestão, a programação da Ilha do Mel FM permanece voltada ao público de Paranaguá e dos demais municípios do litoral. A gerência-geral da emissora está sob responsabilidade de Carlos Eduardo Gonçalves Moccia, o “Kadu”.
Nova gestão
Ao comentar a chegada à Ilha do Mel FM, Romildo destacou a responsabilidade de assumir a gestão de uma emissora com história na região e afirmou que o grupo tem planos para os próximos anos. “Sabemos da responsabilidade que estamos assumindo a partir de agora como gestores dessa emissora tão querida, dessa que é a voz do litoral, dessa emissora que tem trazido a informação, tem acompanhado todo o desenvolvimento desta cidade, que é a cidade-mãe do Paraná e de forma que nos deixa muito felizes com essa conquista”, declarou.
“Pode ter certeza que temos ótimos planos e vamos estar juntos com vocês nos próximos anos e, se Deus quiser, vamos construir muita coisa legal, que vai orgulhar a nossa região e também a nossa Ilha do Mel FM”, acrescentou.
A relação de Romildo com a rádio começou na região metropolitana de Curitiba. Segundo ele, no início da carreira, a entrada no mercado da capital era difícil, o que o levou a buscar oportunidades em cidades do interior. “Eu tentei na época ingressar em Curitiba, mas era algo impossível. Na época ali a gente tinha a Rádio Clube, a B2, tinha a Rádio Independência e grandes figurões estavam no ar naquela época. Então, para quem estava começando, para o jovem, para o garotão que estava ainda curioso sobre rádio, era praticamente impossível”, relatou.
A partir dessa experiência, ele passou a trabalhar em outras cidades e, nos anos 1990 e 2000, adquiriu a primeira emissora, na região da Lapa, onde permaneceu por 20 anos. Posteriormente, ampliou a atuação para o Planalto Norte Catarinense e para Curitiba. Atualmente, o grupo mantém a Vitrine FM, em Rio Negrinho, e uma emissora com a marca Jovem Pan, em São Bento do Sul, ambas em Santa Catarina. Na capital paranaense, possui uma operação com programação da Jovem Pan News, em parceria com o Grupo RIC.
Expansão
A incorporação da Ilha do Mel FM faz parte dos planos de crescimento do Grupo R12. Romildo afirmou que a empresa trabalha em novos projetos para o Paraná e se prepara para entrar no mercado de Guarapuava. “Estamos para receber ainda mais uma emissora na praça de Curitiba, que estamos definindo qual vai ser a programação. Temos mais, digamos assim, projetos para o litoral do Paraná, coisas boas vindo aí, que eu acho que no ano que vem a gente já pode revelar”, afirmou.
Romildo também destacou que a concretização de projetos no setor de radiodifusão pode levar anos. Ele citou a participação do grupo em licitações realizadas no início dos anos 2000. “Os anos 2000, 2002, foram os anos em que o governo colocou várias licitações de rádio. Lá em 2000 nós participamos de licitações de rádio e só estamos colhendo a resposta disso agora, em 2026”, relatou.
Tecnologia nos meios de comunicação
A modernização dos meios de comunicação e a presença em diferentes plataformas estão entre os desafios do setor. Para Romildo, o perfil dos profissionais de rádio mudou e exige conhecimentos que vão além da locução e da apresentação de notícias. “Temos, a cada dia, se deparado com novos desafios nessa área”, afirmou o presidente, ao comentar as transformações tecnológicas.
Ele também ressaltou a necessidade de preparar profissionais para atuar em diferentes formatos de comunicação. “Não basta apenas você ter versatilidade de apresentar uma notícia, como você também tem que se levar em conta a questão hoje da imagem, da produção, do audiovisual. Então, o profissional de rádio hoje tem um perfil multifacetado, e é isso que a gente busca levar para as nossas empresas”, explicou.
Segundo Romildo, o grupo também desenvolve iniciativas para aproximar os jovens do rádio e estimular o interesse pela profissão. Para ele, a presença em diferentes plataformas ajuda a alcançar públicos com hábitos de consumo distintos. “Hoje nós temos as caixas inteligentes, as alexas da vida, e temos também várias plataformas que o rádio está no meio, e eu acho que é por aí. Temos que fazer com que o ouvinte consuma o nosso produto, de uma ou de outra forma, e é importante que a gente esteja em todas elas”, declarou.
O presidente do Grupo R12 também destacou a importância da credibilidade na produção e na divulgação de notícias, especialmente diante da circulação de informações falsas nas plataformas digitais. Ao falar sobre a linha editorial e a escolha dos assuntos abordados, Romildo ressaltou que a produção jornalística precisa considerar as necessidades da audiência. “Eu acho que o ouvinte é o grande responsável por tudo que a gente faz. Não adianta nada fazermos, planejar um programa, se o ouvinte não gostar. Então precisamos sempre nos colocar no lugar do ouvinte”, finaliza.










