Ilha do Mel FM
domingo, janeiro 11, 2026
Sem resultados
Exibir todos os resultados
  • Home
  • Policial
  • Transito
  • Litoral
  • Portos
  • Entretenimento
  • Contato
  • Concurso Cultural “Colorindo com a Ilha! – Ilha Goods”
Ilha do Mel FM
Sem resultados
Exibir todos os resultados
domingo, janeiro 11, 2026
Ilha do Mel FM
Sem resultados
Exibir todos os resultados
Home Paranaguá

Ataques de intolerância religiosa contra o Afoxé Filhos de Iemanjá geram denúncia ao MPPR

por Redação Ilha do Mel
24/02/2025 - 19:01
Ataques de intolerância religiosa contra o Afoxé Filhos de Iemanjá geram denúncia ao MPPR

Cerca de 800 pessoas participaram do 7º Afoxé Filhos de Iemanjá no último sábado (22). Foto: Prefeitura de Paranaguá

Por Luiza Rampelotti

A sétima edição do Afoxé Filhos de Iemanjá, realizada no último sábado (22) em Paranaguá, reuniu cerca de 800 pessoas em uma celebração à cultura afro-brasileira. Contudo, a manifestação cultural e religiosa foi alvo de ataques de intolerância. Nas redes sociais, publicações sobre o evento foram inundadas por comentários preconceituosos, revelando um padrão de discriminação recorrente contra religiões de matriz africana.

Entre os episódios mais emblemáticos, se destaca a circulação de um áudio atribuído à pastora Simara Torres, no qual ela classifica o Afoxé como um “afronte de Satanás” e conclama fiéis a jejuarem contra a festividade, reforçando discursos de ódio e intolerância religiosa.

Ouça o áudio:

http://ilhadomelfm.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Intolerancia-religiosa-AFOXE.mp3

Diante desses ataques, a Associação Cristã de Estudos da Fraternidade Irmanada (ACEFI) emitiu, nesta segunda-feira (24), um Ato de Repúdio, solicitando providências das autoridades e denunciando o caso ao Ministério Público. O documento, assinado pelo presidente da instituição, Lederson Souza, também foi protocolado na Câmara de Vereadores de Paranaguá, e ressalta a necessidade de investigação e responsabilização dos envolvidos, além da implementação de políticas públicas para combater a intolerância religiosa e proteger as religiões de matriz africana.

Denúncia ao Ministério Público

O Ato de Repúdio da ACEFI destaca que os ataques foram racistas e discriminatórios, reforçando que a intolerância religiosa é crime previsto na legislação brasileira. A entidade exige:

• Investigação e responsabilização dos autores dos ataques contra o Afoxé Filhos de Iemanjá;

• Medidas de proteção aos praticantes de religiões de matriz africana, incluindo a criação de um canal específico para denúncias;

• Programas educacionais sobre diversidade religiosa nas escolas e instituições públicas;

• Fortalecimento das políticas de preservação da cultura afro-brasileira;

• Criação de um comitê municipal para combater a intolerância religiosa;

• Campanhas de conscientização sobre diversidade religiosa e cultural.

“O Afoxé é uma manifestação reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial e protegida pela Constituição Federal. Os ataques fazem parte de um padrão de perseguição contra religiões de matriz africana, frequentemente alvo de discriminação no Brasil”, diz Lederson.

O que diz a lei?

A intolerância religiosa é crime no Brasil, conforme estabelecido pela Lei nº 7.716/89, que prevê pena de dois a cinco anos de prisão para quem discriminar alguém por sua religião. Além disso, a Lei nº 9.459/97 agrava a pena quando há motivações raciais ou étnicas.

A Constituição Federal, no artigo 5º, inciso VI, assegura o livre exercício dos cultos religiosos e protege locais de culto e suas liturgias. O Brasil também é signatário de tratados internacionais que condenam a intolerância religiosa, como a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial.

Reação da comunidade afro-religiosa

Lederson Souza afirmou que os ataques não irão calar a manifestação cultural e religiosa. “Não é a primeira vez que enfrentamos esse tipo de preconceito. Mas resistimos, porque a cultura afro-brasileira é parte da identidade do nosso país. O Afoxé seguirá sendo um espaço de celebração e resistência”, disse.

Ele também destacou que a denúncia ao Ministério Público é um passo fundamental para coibir novos ataques. “Não podemos normalizar discursos de ódio. Esperamos que a Justiça atue e que os responsáveis sejam punidos”, disse.

Discurso de ódio e criminalização

O áudio da pastora Simara Torres, amplamente compartilhado nas redes sociais, expressa claramente um discurso de ódio contra religiões de matriz africana. No conteúdo, ela convoca fiéis para um jejum “contra os demônios”, alegando que o evento representa uma ameaça à cidade. Além da incitação ao preconceito religioso, o áudio reforça estereótipos racistas ao associar cultos afro-brasileiros a forças malignas, um padrão histórico de discriminação.

A Ilha do Mel FM não conseguiu contato com a pastora, mas o espaço está aberto para sua manifestação.

Vale ressaltar que, conforme o Código Penal, discurso de ódio pode configurar incitação ao crime, previsto no artigo 286, com pena de três a seis meses de detenção ou multa.

Casos de intolerância religiosa no Brasil

Dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos mostram que as religiões de matriz africana são as mais perseguidas no Brasil. Em 2022, mais de 1.800 denúncias de intolerância religiosa foram registradas, sendo que 70% delas tinham como alvo praticantes de Umbanda e Candomblé.

Especialistas alertam que a intolerância religiosa está diretamente ligada ao racismo estrutural, já que as religiões afro-brasileiras carregam a herança de povos escravizados. “Ataques como esses não são isolados, mas refletem um sistema que historicamente tenta deslegitimar e silenciar a cultura negra”, explica o sociólogo Rafael Souza, pesquisador de religiões afro-brasileiras.

A ACEFI reforça que qualquer pessoa que sofra ou testemunhe intolerância religiosa pode denunciar pelo Disque 100 (Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos) ou registrar ocorrência na delegacia mais próxima.

SendShare130Send

Notícias Relacionadas

Foto: Divulgação/Secultur
Paranaguá

Origem do nome da Ilha da Cotinga revela curiosidades da história de Paranaguá

9 de janeiro de 2026
Foto: Moyses Zanardo e Wilson Leandro/Prefeitura de Paranaguá
Paranaguá

Paranaguá projeta o maior pacote de obras de sua história, com apoio do Governo do Estado e início previsto para 2026

9 de janeiro de 2026
Foto: Natalia Bezerra
Policial

PCPR fecha ponto de tráfico e prende homem em flagrante em Morretes

8 de janeiro de 2026
Foto: Wilson Leandro/Prefeitura de Paranaguá
Paranaguá

Parceria entre Prefeitura de Paranaguá e Verão Maior Paraná leva esporte e lazer à população no Aeroparque

7 de janeiro de 2026
Foto: Moyses Zanardo/Prefeitura de Paranaguá
Paranaguá

Vistoria técnica aponta ajustes finais na Unidade de Apoio Rodrigo Gomes, na Ilha dos Valadares

6 de janeiro de 2026
Rádio Ilha do Mel FM celebra 40 anos de história e liderança no Litoral do Paraná
Paranaguá

Rádio Ilha do Mel FM celebra 40 anos de história e liderança no Litoral do Paraná

31 de dezembro de 2025
Próxima Notícia
Dupla Thaeme & Thiago confirmada no Carnaval de Guaratuba; confira a programação

Dupla Thaeme & Thiago confirmada no Carnaval de Guaratuba; confira a programação

Por favor login para participar da conversa

OUÇA ON-LINE

Seu navegador não suporta a reprodução de áudio.

TELEFONE COMERCIAL

- Kadu Moccia: (41) 98424-3738
- Danielle Braz: (41) 99673-7392

WHATSAPP

ENDEREÇO

Av. Gabriel de Lara, 1553, João Gualberto
83221-554 - Paranaguá - PR

E-MAIL

comercial@ilhadomelfm.com.br

Instagram Youtube Facebook
Instagram Youtube Facebook

2023 – Todos os Direitos Reservados a Rádio Ilha do Mel FM Ltda
Desenvolvido por Contteudo

Whatsapp Instagram Youtube Facebook Twitter
2023 – Todos os Direitos Reservados a Ilha do Mel
Desenvolvido por Contteudo
Sem resultados
Exibir todos os resultados
  • Home
  • Policial
  • Transito
  • Litoral
  • Portos
  • Entretenimento
  • Contato
  • Concurso Cultural “Colorindo com a Ilha! – Ilha Goods”

© 2023 Ilha do Mel - Desenvolvido e Hospedado por Contteudo .