O padre Binu Joseph Chollackal foi preso na tarde desta terça-feira, 11, em Paranaguá. O religioso, que já havia sido condenado pela Justiça a dois anos e 11 meses de prisão pelo crime de importunação sexual, foi localizado e detido por determinação judicial. Binu Joseph foi ex-pároco da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, na Ilha dos Valadares, em Paranaguá. O caso ganhou repercussão após denúncias envolvendo crimes de natureza sexual contra fiéis.
Condenação
Em março deste ano, a Justiça de Paranaguá condenou o padre a dois anos e 11 meses de prisão, em regime semiaberto, por importunação sexual. A sentença foi proferida pela 2ª Vara Criminal de Paranaguá.
Segundo informações divulgadas à época, a investigação teve início após uma denúncia e posteriormente outras pessoas também relataram situações envolvendo o religioso. O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia contra Binu Joseph, que passou a responder judicialmente pelos fatos.
A condenação ocorreu em primeira instância. A defesa do padre informou que iria recorrer da decisão e sustentou a inocência do religioso.
Novas acusações
Após a condenação, o padre Binu também voltou a ser alvo de uma nova denúncia relacionada a crime sexual. Conforme reportado por veículos de imprensa, uma mulher teria procurado o religioso em busca de ajuda e posteriormente relatado uma situação de violência sexual. O novo caso passou a ser investigado pelas autoridades.
O histórico do caso fez com que o nome do sacerdote permanecesse em evidência em Paranaguá desde as primeiras denúncias, especialmente pela atuação que ele mantinha junto à comunidade católica local.
Atuação na Diocese de Paranaguá
Binu Joseph Chollackal fazia parte do clero da Diocese de Paranaguá e atuou como pároco da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, na Ilha dos Valadares. Posteriormente, a Diocese anunciou mudanças nas paróquias e o religioso deixou a função na comunidade.
A prisão desta terça-feira, 11, ocorre meses depois da condenação judicial e representa uma nova etapa no processo envolvendo o religioso. As circunstâncias da prisão e os procedimentos que serão adotados a partir de agora deverão ser esclarecidos pelas autoridades responsáveis pelo cumprimento da decisão judicial.
Com informações do MPPR







