Por Elano Squenine e Alex Vizine
O fenômeno El Niño já está em desenvolvimento e pode ganhar força nos próximos meses. O assunto foi destaque no episódio desta quinta-feira, 17, da série especial da Ilha do Mel FM sobre o fenômeno. Segundo as projeções, a temperatura do Pacífico Equatorial pode chegar a quase 3 graus acima da média no início de 2027. No Paraná, o fenômeno deve favorecer chuvas acima da média, principalmente entre novembro e janeiro, além de aumentar a frequência de tempestades, granizo, vendavais e raios.
O meteorologista do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), Lisandro Jacobsen, explica que as últimas atualizações da NOAAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional), agência norte-americana que monitora a temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial, apontam que a temperatura já chegou a 1,8 grau acima da normal climatológica.
De acordo com o meteorologista, o El Niño está ocorrendo durante o fim do inverno, mas a projeção é de que o fenômeno atinja o pico entre a primavera e o verão. As projeções indicam que a temperatura pode chegar a quase 3 graus acima da média no início de 2027, caracterizando um dos eventos mais fortes desde a década de 1950.
CHUVAS E TEMPESTADES
No Paraná, a previsão é de que as chuvas continuem acima da média nos próximos meses, com pico entre novembro, dezembro e janeiro. Segundo Jacobsen, a ocorrência de chuva forte em um curto período pode provocar enxurradas e elevação dos níveis dos rios.
“Importante salientar que primavera e verão já são comuns a incidência de granizo, ocorrência de vendavais e muitos raios no estado”, disse.

Com a progressão do El Niño, as tempestades tendem a ocorrer com maior frequência nas regiões paranaenses. Os impactos, porém, devem ser irregulares entre as diferentes áreas do Estado. “Chove mais nas porções oeste, sudoeste e centro-sul, mas a temperatura também fica um pouco acima da média e, principalmente, a chuva nas outras regiões, como na metade norte e nas porções a leste do estado”, salientou.
ALERTAS
Além das tempestades, o aumento das chuvas pode elevar o risco de alagamentos, enxurradas, elevação dos rios e deslizamentos ou movimentações de massa. “Essas chuvas excessivas também podem causar alguns deslizamentos, movimentações de massa nos próximos meses. Por isso, é muito importante que a população continue acompanhando os avisos meteorológicos e os alertas emitidos pela Defesa Civil do estado”, concluiu.
A orientação é para que a população acompanhe as atualizações meteorológicas e os alertas da Defesa Civil, principalmente durante períodos de chuva intensa e tempestades.






