Por Elano Squenine
O Setembro Amarelo reforça a importância da valorização da vida. Os cuidados com a saúde mental, no entanto, também podem fazer parte da rotina por meio de pequenas atitudes que contribuem para o equilíbrio emocional. O tema foi abordado no quadro especial “Pílula de Saúde”, da Rádio Ilha do Mel FM, exibido nesta terça-feira, 29, com a participação da psicóloga e neuropsicóloga Kellen Oliveira.
Equilíbio emocional
Segundo a especialista, cuidar da saúde mental está diretamente relacionado ao equilíbrio emocional. Ela explica que atividades simples podem contribuir para esse processo, mas que as formas de cuidado variam de acordo com cada pessoa.
“Todas as atitudes práticas do dia a dia que acabam nos trazendo esse equilíbrio emocional contribuem. É muito individual de cada um. Tem pessoas que, às vezes, encontram isso em um artesanato, outras em uma atividade física e outras em um lazer relacionado a si mesmas”, explicou Kellen.
A profissional destaca que essas atividades podem ser incorporadas à rotina e contribuir para o bem-estar emocional.

Estresse
Outro ponto abordado foi o estresse, que, segundo Kellen, faz parte da rotina de muitas pessoas. Para lidar com a situação, ela recomenda atividades que contribuam para a autorregulação emocional.
A psicóloga explica que o excesso de atividades e situações que não proporcionam satisfação podem contribuir para o aumento do estresse. Nesse contexto, momentos de lazer e atividades prazerosas podem ajudar no equilíbrio entre o racional e o emocional.
“Se a gente consegue ter ações contrárias a isso, tendo atividades diárias que nos deem prazer, acabamos diminuindo esse nível de estresse e a nossa autorregulação acaba sendo bem mais saudável”, afirmou.
De acordo com a especialista, perceber mudanças no comportamento também pode ajudar a identificar quando a saúde mental não está bem. Entre os sinais estão reações desproporcionais diante de determinadas situações e dificuldade de equilibrar as respostas emocionais e racionais.
Diálogo
A profissional também destacou a importância de falar sobre os sentimentos e buscar pessoas que possam oferecer uma escuta acolhedora. “Todas as vezes que nós verbalizamos, todas as vezes que nós falamos, nós paramos para pensar sobre o que estamos dizendo. Isso faz com que tenhamos uma reflexão sobre a nossa vida naquele momento ou sobre a circunstância que estamos passando”, explicou.
Segundo Kellen, conversar com um profissional também pode contribuir para organizar os pensamentos e compreender melhor as situações enfrentadas. “Quando você fala com uma profissional, com alguém que tem uma escuta boa, aquela escuta também acaba sendo acolhedora. E a elaboração de tudo aquilo que está sendo dito acaba sendo melhor”, afirmou.
Ajuda
A psicóloga reforçou ainda que pedir ajuda é uma atitude importante diante de dificuldades emocionais. Segundo ela, conversar sobre o que está acontecendo pode ajudar a pessoa a compreender melhor a própria situação e identificar quais medidas podem ser tomadas.
“As pessoas devem pedir ajuda, devem buscar ajuda, porque nem sempre elas sabem o quão difícil é o nível da situação que estão passando. E quando conversam sobre aquilo, conseguem também ter clareza”, destacou.
Kellen ressaltou que buscar apoio também representa um processo de compreensão sobre aquilo que a própria pessoa consegue resolver e sobre situações em que é necessário procurar auxílio de outras pessoas ou de profissionais.
Prevenção
A especialista destacou a importância de observar mudanças de comportamento e sinais relacionados ao sofrimento emocional. Segundo Kellen, transtornos mentais e problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas podem estar associados a situações de crise e, por isso, exigem atenção e acompanhamento.
Ela citou como exemplos depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia e problemas relacionados ao uso de álcool e à dependência química. “Entender que são pessoas que precisam de ajuda e, em algum momento, tiveram sintomas relacionados a patologias mentais. Então, ficar em alerta é muito importante”, afirmou.
A psicóloga explicou ainda que, em situações de sofrimento intenso, a pessoa pode apresentar redução da capacidade de avaliar racionalmente determinadas circunstâncias, reforçando a importância de atenção aos sinais e da busca por ajuda. A orientação da especialista é que pessoas que estejam enfrentando dificuldades emocionais não permaneçam isoladas e procurem apoio.
Confira a entrevista completa no Youtube: https://www.youtube.com/@IlhadoMelFM







