Por Elano Squenine
O quadro especial “Pílula de Saúde”, da Rádio Ilha do Mel FM, destacou nesta terça-feira, 15, o Setembro Roxo, campanha nacional de conscientização sobre a Doença de Alzheimer. Durante a entrevista, o Dr. João Zattar explicou os principais sinais de alerta, fatores de risco, diagnóstico e medidas que podem ajudar na prevenção da doença.
Segundo o médico, o Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que avança progressivamente e pode afetar diferentes funções do cérebro. Embora a perda de memória seja um dos primeiros sinais, a doença também pode provocar alterações no comportamento, raciocínio, linguagem e, em estágios mais avançados, na mobilidade.
SINAIS
Entre os sinais que merecem atenção estão esquecimentos frequentes e recorrentes que começam a interferir na rotina. O paciente pode não se lembrar de acontecimentos recentes, esquecer nomes de familiares com quem convive diariamente ou deixar objetos em locais incomuns e não se recordar de como chegaram até ali.
O Dr. João Zattar destacou que esquecimentos ocasionais são comuns, mas a situação exige atenção quando passa a afetar a vida da pessoa. “Se esse esquecimento é algo que começa a ficar frequente, recorrente e começa a afetar a vida dessa pessoa, nós temos que suspeitar que deve haver algum tipo de demência”, explicou.

Nesses casos, a orientação é procurar atendimento médico o quanto antes.
RISCOS
A idade é apontada como o principal fator de risco para o Alzheimer. O histórico familiar também pode aumentar a possibilidade de desenvolvimento da doença, embora não signifique que a pessoa necessariamente terá Alzheimer.
O médico também chamou atenção para fatores relacionados à saúde cardiovascular. Diabetes, hipertensão, cardiopatias e tabagismo podem aumentar, ao longo da vida, o risco de desenvolvimento de demências.
Além disso, manter o cérebro ativo também pode contribuir para a redução dos riscos. Leitura, conversas, raciocínio e atividades que estimulem a mente estão entre os hábitos citados pelo especialista.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico começa com uma anamnese, que consiste na conversa do médico com o paciente e um familiar próximo. Na sequência, podem ser realizados testes de memória e, conforme cada caso, exames de sangue e de imagem.
Segundo Zattar, nem sempre é necessário realizar exames de imagem para identificar a doença. Em algumas situações, o diagnóstico pode ser feito pelo médico a partir da anamnese e do exame físico realizado no consultório.
PREVENÇÃO
Entre os cuidados recomendados estão a prática de atividade física, uma boa noite de sono, alimentação saudável, redução do consumo de alimentos ultraprocessados e evitar o cigarro. O especialista também reforçou a importância de manter atividades que estimulem o raciocínio e a ocupação mental.
O controle do estresse também é considerado importante. Segundo o médico, situações relacionadas ao estresse, ansiedade e burnout podem contribuir para o aumento do risco de demências.
Apesar dos avanços nas pesquisas, o Alzheimer ainda não tem cura. Atualmente, existem tratamentos que podem auxiliar no quadro, enquanto fatores como idade e genética também influenciam no desenvolvimento da doença.







