Por Elano Squenine
A herpes-zóster, conhecida popularmente como cobreiro, é uma doença causada pelo Vírus Varicela-Zóster (VVZ), o mesmo responsável pela catapora. A erupção é unilateral, raramente ultrapassa a linha mediana e segue o trajeto de um nervo, respeitando um dos lados do corpo. A doença atinge principalmente pessoas idosas e portadoras de comorbidades.
A dermatologista Márcia Costa foi a entrevistada do quadro especial “Pílula de Saúde”, da Rádio Ilha do Mel FM, no qual abordou o que é a doença, qual a relação com a catapora na infância e quais os cuidados necessários para o tratamento. De acordo com ela, o vírus permanece adormecido no organismo durante toda a vida e pode se manifestar quando há uma redução da imunidade.
“Se ele está dormindo, é porque o sistema imunológico, a defesa da gente, colocou ele para dormir”, ressaltou.
Sintomas
Segundo o Ministério da Saúde (MS), os sinais e sintomas da doença, na maior parte dos casos, antecedem às lesões cutâneas (na pele) os seguintes sintomas:
- Dores nevrálgicas (nos nervos);
- Parestesias (formigamento, agulhadas, adormecimento, pressão etc);
- Ardor e coceira locais;
- Febre;
- Dor de cabeça;
- Mal-estar.
Vulnerabilidade e tratamento
A médica explica que, quando as defesas do organismo falham de alguma forma, o vírus pode voltar a se manifestar, acometendo, principalmente, pessoas idosas e com comorbidades. “Pessoas que têm uma imunidade um pouco mais frágil têm uma vulnerabilidade maior”, pontuou.

Segundo ela, quanto mais cedo o tratamento for iniciado após o início dos sintomas, menor será a circulação do vírus pelo organismo. “O ideal é começar o tratamento, em geral, até 72 horas do início dos sintomas”, disse.
A dermatologista destaca ainda que um dos maiores riscos ocorre quando o vírus se manifesta na região do rosto, pois pode atingir o ramo oftálmico de um nervo. “Quando é facial, é para correr para o médico. No resto do corpo, também é importante reduzir o ciclo, porque é desagradável e a dor é intensa”, ressaltou.
Vacinação
Atualmente, existem vacinas contra a herpes-zóster. A imunização é realizada em duas doses e, segundo a dermatologista, é indicada especialmente para pessoas com maior risco de desenvolver a doença. “Quanto maior o risco de apresentar herpes-zóster, maior a indicação”, explicou.
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