O El Niño ganhou intensidade no Oceano Pacífico e registrou, em setembro de 2026, a segunda maior anomalia de temperatura da superfície do mar para o mês desde 1950. O assunto foi tema do episódio do quadro especial da Rádio Ilha do Mel FM, exibido nesta quinta-feira, 22, que abordou os possíveis impactos no país, especialmente na região Sul.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a anomalia da temperatura do mar na região Niño 3.4 chegou a 2,08 °C em setembro, ficando atrás apenas do recorde registrado em 1997. Em outubro, os dados semanais já apontavam 2,4 °C, indicando a continuidade do aquecimento.
IMPACTOS
O El Niño altera a circulação atmosférica e pode favorecer chuvas mais frequentes e intensas no Sul do Brasil. No Paraná, a previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) indica volumes de chuva acima da média em todas as regiões do Estado até dezembro de 2026.
No litoral, o monitoramento das condições meteorológicas é importante diante da possibilidade de temporais e alagamentos. A ocorrência desses eventos, no entanto, também depende de fatores atmosféricos regionais e das condições específicas de cada localidade.
PREVENÇÃO
A orientação é acompanhar os alertas oficiais da Defesa Civil e evitar áreas alagadas durante períodos de chuva intensa. Em situações de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.
O acompanhamento das temperaturas do Oceano Pacífico e das previsões meteorológicas para os próximos meses será importante para avaliar a evolução do El Niño e seus possíveis efeitos no Paraná.







